O ano de 2021 inicia-se com boas perspectivas, apesar da preocupação relacionada ao COVID-19. A “nova onda” da pandemia ainda amedronta as principais regiões do mundo, com a adoção do lockdown como a principal medida para a contenção do vírus. Entretanto, a esperança na eficácia das vacinas desenvolvidas torna as projeções para o ano mais animadoras.

No mundo dos negócios, característico pela dinamicidade natural do setor, o ano de 2021 inicia-se um pouco diferente. Diante de um cenário mais desafiador, e principalmente restritivo, os gestores estão desenvolvendo Planejamentos Estratégicos alternativos, capaz de serem alterados rapidamente em caso de novos acontecimentos extremos, como o que vivenciamos em 2020.

Planejar envolve tomar decisões antecipadas e com embasamento. Conforme apresentado no artigo GOVERNANÇA CORPORATIVA: PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO, o processo de Planejamento Estratégico consiste em mapear o atual cenário da empresa e definir objetivos de curto, médio e longo prazo, utilizando-se de metas e diretrizes para possibilitar o crescimento e desenvolvimento sustentável do negócio.

Em períodos de instabilidade, a percepção dos riscos se torna mais evidente para empresários e investidores. A incerteza gerada pela COVID-19 trouxe uma nova mecânica na tomada de decisões. Os gestores passaram a adotar uma postura mais dinâmica e flexível, adaptando-se aos novos protocolos e atualizações. Essa flexibilidade impõe alguns questionamentos: O Planejamento Estratégico elaborado pré COVID-19 consideram as variáveis adequadas? O Planejamento Estratégico, afinal, deve ser de curto, médio ou longo prazo? Estes questionamentos são importantes na elaboração das metas e objetivos, principais combustíveis do Planejamento Estratégico.

No cenário pósCOVID-19, a cautela na definição de metas e observar fatores externos ao dia a dia da companhia se tornam essenciais para a prosperidade e sustentabilidade do negócio. Reduzir despesas, apesar de parecer a decisão mais simples e imediata, pode não ser o mais saudável para a perenidade da empresa. Visando garantir maior efetividade do Planejamento Estratégico a ser adotado, é importante observar:

  • Análise do Mercado: utilizando-se da matriz SWOT como ferramenta, é possível identificar quais as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças internos e externos ao negócio, auxiliando o reposicionamento no mercado de atuação;

 

  • Missão, Visão e Valores: tratados como a base do Planejamento Estratégico e os pilares que sustentam o direcionamento da empresa para o mercado e todos os stakeholders envolvidos no processo grandes eventos talvez alterem estes parâmetros. É importante verificar se a visão macro da empresa ainda se encontra em linha com a cultura e os valores que enxergam no momento;

 

  • Processos: os processos operacionais devem passar por uma reavaliação em busca de gargalos que podem estar atrapalhando a geração de valor do negócio, além de adaptar à nova forma de realizar determinadas atividades;

 

  • Custos: importante saber identificar aqueles que realmente agregam valor ao processo produtivo. O gestor precisa buscar um equilíbrio entre qualidade e competitividade, tendo em vista que uma redução severa de custos pode impactar negativamente na qualidade das entregas aos clientes;

 

  • Adaptação e reinvenção: a pandemia tornou evidente a necessidade de adaptação dos empreendedores e dos negócios. A digitalização dos processos e trabalho em home office são grandes exemplos de adaptações que empresas passaram a adotar. Entretanto, com o advento dessas adoções, os alinhamentos das informações devem ser cada vez mais assertivos e tempestivos.

 

O envolvimento das pessoas é essencial. Quanto mais colaboradores puderem ser envolvidos na elaboração do Planejamento Estratégico, mais engajada será a equipe e mais eficaz se dará a retomada pós pandemia.

Medidas como as acima mencionadas podem evitar a tomada de decisões radicais que apesar de inicialmente soarem como positivas, acabam prejudicando o negócio.

Apesar dos impactos negativos gerados pelo COVID-19, alguns aprendizados foram importantes aos empreendedores. Essa pandemia criou oportunidades como a reavaliação de certos processos, custos, rotinas, dentre outros.

Os gestores devem agora avaliar o impacto da pandemia nos seus negócios, entender como seus clientes se comportaram durante a pandemia, identificar os gargalos nos processos e elaborar um Planejamento Estratégico que seja focado no sucesso a longo prazo, porém flexível para alterações que possam vir a ser necessárias no curto e médio prazo. Um bom Planejamento Estratégico é realizado com cautela e atenção aos detalhes e pode garantir a perenidade de um negócio.

ARTIGO ESCRITO POR BRUNO GROTH – ASSOCIATE DA FC PARTNERS

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